O Laboratório de Criação em Cultura Alimentar e Gastronomia é um espaço de investigação e desenvolvimento de projetos nos diversos campos da cadeia produtiva da alimentação, que promove experiências de gastronomia a serem apresentadas de forma a garantir as especificidades de seus processos; que consideram a cadeia e os percursos produtivos da alimentação; e que valorizam os saberes e insumos do povo cearense e do Ceará.  O trabalho de conduz os pesquisadores a estabelecer proximidade com as comunidades envolvidas em cada  pesquisa e, ao final do processo, além dos produtos, devolve esses aprendizados, como devolutiva social, agregando valor, partilhando a experiência e oferecendo ampla visibilidade à criação. 

Para se ter uma ideia, no último sábado (18), Fernanda Soares ministrou uma oficina para agricultores de cooperativas filiadas à COPACAJU em assentamentos do MST espalhados por Ocara, Chorozinho e Cascavel. Entre as preparações produzidas, estavam o leite de castanha, queijo vegetal, cremes saborizados com alho e tamarindo e iogurte de leite de castanha com maracujá.

Na segunda (20), Vicente Monteiro ministrou a oficina “Processos produtivos da cerveja: uma aproximação da tradição”, na qual os participantes aprenderam sobre a história da cerveja e colocaram em prática algumas de suas etapas de fabricação. Foi degustada também a cerveja feita com microrganismos presentes no mofumbo, planta nativa da caatinga cearense, resultado da pesquisa de Vicente.

Vanessa Moreira, coordenadora do Laboratório ressalta que a Devolutiva Social é a possibilidade de devolver à comunidade os resultados do Laboratório, que contou nesta edição com sete projetos, onde foram executadas pesquisas diversas, com o objetivo de criar produtos alimentícios, tecnologias sociais e processos formativos. As devolutivas compreendem ações planejadas para a transferência de tecnologias sociais, metodologias e/ou ferramentas que surgiram durante o desenvolvimento das pesquisas. 

“Durante o período desta edição, cada pesquisador teve a oportunidade de ir a campo, desvendando a cadeia de produção do insumo em destaque na pesquisa, encontrando pessoas, escutando histórias de vida, observando práticas alimentares e apreendendo saberes diversos da cultura alimentar no Ceará. A vivência com pessoas que produzem seu próprio alimento atrela às pesquisas do Laboratório uma relação com diversos tipos de conhecimento, vislumbrando a ecologia dos saberes, refletindo os interesses do (a)  investigador (a) e do (a) investigado (a)”, conta.

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